Mas lembre-se de que os maus hábitos alimentares às vezes se tornam um problema para o resto da vida
EXCLUSIVO ON-LINE • Calcule seu IMC (confira a tabela para jovens de 13 a 18 anos)• Tabela de calorias dos lanches mais gostosos
Quando os filhos chegam à adolescência, muitos pais abrem mão de uma de suas responsabilidades: a de cuidar para que se alimentem direito. Fazem isso convictos de que não há mesmo remédio, visto que jovem só come porcaria. Não é bem assim. Um estudo realizado com alunos de 12 a 18 anos das escolas públicas de São Paulo concluiu que eles comem o mesmo que os adultos, só bebem mais refrigerantes. Outra pesquisa, da Universidade Federal de São Paulo, mostra que os adolescentes de classe média consomem muita gororoba gordurosa na escola, mas fazem as refeições principais em casa. Arroz, feijão, carne e salada, a típica comida doméstica, são uma boa combinação de nutrientes. Na média, um adolescente vai à lanchonete (para engolir a bomba calórica hambúrguer-refrigerante-batata frita) três vezes por semana. Os médicos consideram esse consumo alarmante quando ultrapassa quatro vezes por semana.
Não se deve, em princípio, olhar com horror para o hambúrguer com fritas. No auge do crescimento, entre os 12 e os 15 anos, um jovem pode consumir sem susto 10% mais de calorias diárias que o indicado para um adulto. "O adolescente usa a energia do hambúrguer para esticar, enquanto o adulto certamente vai crescer para os lados", diz o médico Maurício de Souza Lima, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que tudo vai bem com os hábitos alimentares da juventude? Também não é bem assim. A proporção de jovens com sobrepeso quadruplicou nos últimos trinta anos e chegou a 14% na faixa etária dos 8 aos 18 anos. A culpa é da vida sedentária e do excesso de comida industrializada, rica em farináceos e gorduras, sobretudo entre a população mais pobre. O efeito perverso do engordamento precoce é o aumento das doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.
A geração atual é provavelmente a mais preocupada com comida saudável de todos os tempos. Está em alta ser vegetariano, eliminar a carne vermelha do cardápio e preferir produtos com o rótulo diet. Nesse estilo também vale a regra do bom senso: excessos fazem mal à saúde. Quanto mais variada, mais saudável é a alimentação. O maior perigo mora nos maus hábitos, que tendem a se perpetuar. A comida gordurosa não faz mal para quem está crescendo. Mas, com o fim da adolescência, o metabolismo desacelera e o corpo pára de queimar calorias com a mesma eficiência. Se um jovem adulto continuar a comer a mesma quantidade de comida da época de adolescente, será inevitável que fique gordo.
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Quando os filhos chegam à adolescência, muitos pais abrem mão de uma de suas responsabilidades: a de cuidar para que se alimentem direito. Fazem isso convictos de que não há mesmo remédio, visto que jovem só come porcaria. Não é bem assim. Um estudo realizado com alunos de 12 a 18 anos das escolas públicas de São Paulo concluiu que eles comem o mesmo que os adultos, só bebem mais refrigerantes. Outra pesquisa, da Universidade Federal de São Paulo, mostra que os adolescentes de classe média consomem muita gororoba gordurosa na escola, mas fazem as refeições principais em casa. Arroz, feijão, carne e salada, a típica comida doméstica, são uma boa combinação de nutrientes. Na média, um adolescente vai à lanchonete (para engolir a bomba calórica hambúrguer-refrigerante-batata frita) três vezes por semana. Os médicos consideram esse consumo alarmante quando ultrapassa quatro vezes por semana.
Não se deve, em princípio, olhar com horror para o hambúrguer com fritas. No auge do crescimento, entre os 12 e os 15 anos, um jovem pode consumir sem susto 10% mais de calorias diárias que o indicado para um adulto. "O adolescente usa a energia do hambúrguer para esticar, enquanto o adulto certamente vai crescer para os lados", diz o médico Maurício de Souza Lima, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que tudo vai bem com os hábitos alimentares da juventude? Também não é bem assim. A proporção de jovens com sobrepeso quadruplicou nos últimos trinta anos e chegou a 14% na faixa etária dos 8 aos 18 anos. A culpa é da vida sedentária e do excesso de comida industrializada, rica em farináceos e gorduras, sobretudo entre a população mais pobre. O efeito perverso do engordamento precoce é o aumento das doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.
A geração atual é provavelmente a mais preocupada com comida saudável de todos os tempos. Está em alta ser vegetariano, eliminar a carne vermelha do cardápio e preferir produtos com o rótulo diet. Nesse estilo também vale a regra do bom senso: excessos fazem mal à saúde. Quanto mais variada, mais saudável é a alimentação. O maior perigo mora nos maus hábitos, que tendem a se perpetuar. A comida gordurosa não faz mal para quem está crescendo. Mas, com o fim da adolescência, o metabolismo desacelera e o corpo pára de queimar calorias com a mesma eficiência. Se um jovem adulto continuar a comer a mesma quantidade de comida da época de adolescente, será inevitável que fique gordo.

"Nunca pus um pedaço de carne na boca.
Nem sei o gosto que tem. É uma decisão que meu pai tomou há 27 anos, por causa de religião, e a família toda segue. Sou radical.
Não como nada que tenha carne de vaca, peixe ou frango e estou tentando parar de usar ovos e leite nas refeições.
Minha alimentação é bem saudável, tanto que não lembro a última vez que fiquei gripado. O que mais aprecio na comida vegetariana é a variedade de opções.
Há dezenas de pratos à base de soja, centenas de vegetais, muitas saladas e sucos. Meus amigos brincam comigo, dizendo que vão me convidar para um churrasco.
Eu até vou, mas tem de ter carne de soja."

fã das frituras
"Meu café-da-manhã é panqueca de brigadeiro com suco de uva.
Já foi hambúrguer com Coca-Cola. Na hora do recreio, como um chocolate ou uma coxinha.
Como não gosto do almoço da escola, vou a um supermercado e compro um folhado de frango com catupiry, pão de queijo e Sprite.
Às vezes compro uma caixa de nuggets no McDonald's. À tarde, como pastéis, quibe ou meio pacote de biscoito recheado de morango.
À noite, faço uma refeição melhor. Minha preferida é bife com batata frita.
Odeio tudo quanto é verdura e alimentos light.
Não vivo sem frituras, sorvetes e cheeseburger."

natural
"Passo mal só de sentir o cheiro de carne, que deixei de comer há oito anos.
Não como nem presunto, nem bacon, carne de porco muito menos.
Nada disso me faz a menor falta. Mesmo frango e peixe eu consumo pouco.
Minha qualidade de vida melhorou muito. Como muita soja, verduras, iogurtes, queijo branco.
Na minha casa a alimentação é bem saudável.
Tem vários tipos de salada, pão integral.
Meu único ponto fraco é doce, especialmente brigadeiro. Se deixar, faço três vezes por semana.
Sou péssima companhia para churrascos ou rodízio."

Dicas para uma alimentação saudável
A refeição perfeita tem entre 50% e 60% de carboidrato (massas, pães, arroz), 30% de gorduras e entre 10% e 15% de proteínas (carnes, frango, peixe). Coma frutas e verduras à vontade.
Abuse da dieta típica brasileira nas principais refeições: arroz, feijão, legumes e carne. É uma ótima combinação nutricional.
Controle a quantidade de coxinhas, hambúrgueres e pastéis. Eles têm muita gordura.
Tome sucos de frutas como laranja, abacaxi, acerola. A vitamina C desses sucos ajuda a fixar o ferro e combater a anemia.
Tome pelo menos quatro copos de leite por dia. Pode trocá-los por iogurte ou queijo. O cálcio desses produtos é fundamental para o crescimento.
Beba sempre muita água.
Varie sua dieta. Assim não há risco de faltar algum nutriente.
Controle o consumo de sal e açúcar para evitar problemas na idade adulta. O excesso de sal é perigoso para quem tem predisposição genética à hipertensão, e o de açúcar, para quem tem propensão ao diabetes.
Coma fibras. Elas estão nas frutas e nos legumes e também nas barrinhas de cereais.
Substitua os salgadinhos de pacote que você come na frente da televisão por lanches menos calóricos, como pipoca light de microondas.
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